5.0
Fui empolgado para essa leitura assim que vi a recomendação no TikTok, sim, nele mesmo! A princípio fiquei receoso já que não tive experiências muito agradáveis com recomendações anteriores, mas fui fundo e resolvi encarar. "Monsterlog" apresenta a história de diversas raças de não-humanos que se veem ameaçados com uma guerra que se iniciou pela perseguição do governo. O vampiro Tristan vai em busca de lutar contra tudo isso através da chamada Resistência, enquanto lida com questões pessoais e descobertas da vida.
O início do livro é frenético e cheio de ação, deixando um pouco confuso, mas na medida que foi avançando as coisas entraram no eixo. Desenvolvendo o passado e o presente ao mesmo tempo, foi difícil acompanhar algumas linhas do tempo e realmente tive que fazer anotações para entender a cronologia. Acho que consegui! A escrita é muito simples, apenas trazendo algumas termologias que são bem explicadas, então não houve problemas em relação a isso.
Ainda no começo, o pouco desenvolvimento apresentado já foi possível identificar a química presente na relação entre o humano Chris e o vampiro Tristan. E considero isso um sucesso na escrita da autora, já que mal haviam sido fornecidas informações entre os dois. As criaturas exploradas aqui são muito interessantes, mas acredito que todo o sistema criado poderia ser melhor explorado.
O livro peca em características sobre os personagens já que os detalhes são rasos. É realmente um exercício de imaginação para o leitor. Existe também outros fatores que nos fazem buscar a lógica na história, como vampiros que respiram, sangram e sentem dor como humanos. Sim, isso acontece aqui. Mas devemos buscar lógica em livros de fantasia? Fica o questionamento!
Pelo título fica bem óbvio que é uma continuação, porém o grande problema de toda a história é que são mais de 400 páginas que encaminham para um final — não sei se posso chamar dessa forma — que não te leva a lugar algum. O livro simplesmente acaba. É isso. Quando o livro, independentemente de ter ou não uma continuação, não se sustenta por si só, talvez seja uma falha no enredo. Cheguei ao "fim", sem sentir vontade de continuar, pois muitos momentos são de pura enrolação, e ainda assim não saberei qual o rumo que a história irá seguir. Se fosse para escolher um sentimento para descrever essa leitura, seria frustração, o que já é melhor do que não ter sentido nada.