Nunca pensei que Harry Styles fosse seguir o título de um álbum ao pé da letra, é realmente a casa dele e pelo que parece não está disposto a receber visitas.
Aprecio muito quando o artista se propõe a fazer um trabalho mais pessoal, aquele álbum da discografia que todos consideram o "experimental" ou "intimista", é o que acontece em "Harry's House". Nunca pensei que Harry Styles fosse seguir o título de um álbum ao pé da letra, é realmente a casa dele e pelo que parece não está disposto a receber visitas.
A sonoridade nostálgica continua uma marca firme nas produções do cantor, "Late Night Talking" é um bom exemplo. A produção também é bem trabalhada de modo geral. Porém, a sensação que tive quando fui caminhando para metade do álbum era de um sentimento estranho, o que mais tarde se concretizou como preguiça. As composições são tão simples e se repetiam tediosamente com versos e refrãos de duas linhas, de tal forma que já se tinha uma noção da música inteira com menos de um minuto de duração.
"As It Was" está nítida que foi a obrigação da gravadora de exigir algum hit dentro desse álbum, já que é a mais comercial e com uma das melhores produções. O velho Harry Styles do seu álbum debut resolveu dar as caras em "Matilda", música que apesar da construção simples, carrega não só uma atmosfera melancólica, mas uma emoção genuína. No geral, terminei bocejando e concluindo que é um álbum extremamente tímido em todos os sentidos.
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