Definitivamente um dos melhores trabalhos já produzido pela Netflix.
contém spoilers
8.0
No drama dirigido pelos irmãos Matt Duffer e Ross Duffer, um grupo de crianças nerds vão a procura do seu amigo que desapareceu de forma misteriosa, dando início a uma série de acontecimentos bizarros que envolve todo um suspense e investigação. O roteiro é muito bem elaborado e conseguem apresentar diferentes aspectos de cada personagem.
Stranger Things se joga de cabeça nos anos 80 bebendo de fontes como Steven Spielberg e ainda pitadas de Stephen King. A ambientação em geral é muito bem feita e cheia de detalhes para fazer jus a época.
A série nos reintroduz ao conceito de amizade e família antes de todo caos acontecer. A história da misteriosa Eleven (interpretada pela excepcional Millie Bobby Brown) é desenvolvida na medida que as buscas por Will (Noah Schnapp) são colocadas em prática. A garota que sofre com experimentos do governo foge e acaba entrando para o grupo dos meninos. Há sempre uma áurea de perigo a sua volta, aliás ela é uma arma perigosa e que não tem noção do seu potencial completo.
É sempre impressionante e revoltante que nessas histórias que as crianças já tem noção do perigo real muito antes dos adultos que sempre se recusam a acreditar. As investigações contam com a ajuda do Xerife Jim Hooper, interpretado pelo David Harbour, que de início parece ser aquele personagem que só irá atrapalhar a situação, mas se mostra muito mais empenhado e ainda adentrado territórios perigosos do governo.
As atuações são sensacionais, a Winona Ryder interpretando Joyce Byers talvez seja um destaque nessa primeira temporada, seu desespero como mãe procurando seu filho Will é comovente. As crianças também dão um show de atuação. O alívio cômico fica com o personagem do Gaten Matarazzo, Dustin Henderson, a medida que o grupo é liderado pelo personagem do Finn Wolfhard, Mike Wheeler, que por sinal é o que mostra maior comoção com o desaparecimento do amigo Will Byers. Para firmar os pés no chão, Lucas Sinclair, interpretado por Caleb McLaughlin, é o amigo que duvida de tudo.
Talvez aqui a única parte que me incomoda de toda a obra são alguns efeitos, principalmente ao final da temporada quando já estamos imersos no mundo apresentado, ou pelo menos boa parte dele. No geral, Stranger Things se firma como uma das melhores séries da atualidade e pode carregar esse título por muito tempo.
