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“The Twin” (2022) é um filme de potencial desperdiçado.


“The Twin” (2022), dirigido por Taneli Mustonen.


6.0

O filme tem elementos característicos do folk e ainda mistura terror psicológico. O início arrastado fica por ambientar onde irá se passar a história e apresentar os precedentes. Aqui descobrimos que a família sofre um acidente de carro que é responsável por tirar a vida de um dos filhos do casal, o irmão gêmeo de Elliot, Nathan. Elliot por sua vez, começa a se comportar de forma diferente após a morte do irmão e da mudança para uma nova casa no interior da Escandinávia.

A fotografia do filme é muito bem feita e talvez seja o grande trunfo dessa produção. Por um momento achei que estaria assistindo a uma outra versão de “A Órfã” (Orphan, 2009) do Jaume Collet-Serra. Já que o menino apresentava durante determinadas cenas semblantes curiosos que me fizeram duvidar da sua inocência e havia o tempo todo a negligência do pai em relação aos acontecimentos percebidos apenas pela mãe.


A atuação da Teresa Palmer (Rachel) é o destaque, enquanto não posso dizer o mesmo do Tristan Ruggeri (Elliot/Nathan). Em algumas cenas não aguentava mais olhar para cara do personagem.

Apesar de não ter sido uma experiência totalmente desagradável, temos que confessar que de original aqui não tem nada. Antes da metade do filme já era possível prever ao menos dois plots, sendo por “coincidência” um deles o escolhido para a história e se revelando nada inovador.

Sendo assim, me faz pensar que já vi esse filme várias vezes antes porque aqui parece uma tentativa de combinar vários filmes conhecidos como “Midsommar” (2019) do Ari Aster e “O Iluminado” (The Shining, 1980) do Stanley Kubrick, sem contar vários outros. Existia um potencial, mas foi mal aproveitado e parece preguiçoso.



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