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"Versions Of Me" marca a coragem da Anitta de se arriscar mais uma vez.


 "Versions Of Me" (2022), Anitta
 


5.3
Coragem porque sabemos que coesão não é o que ela procura ao longo da carreira e não seria diferente em "Versions Of Me". O álbum conta com diversos elementos da música latina, mas apenas como cortina de fumaça para talvez passar a ideia de coesão, mas se você ouvir com atenção perceberá que é um compilado de músicas, ou seja, uma playlist. Há quem vá dizer que é a intenção do álbum mostrar as "diferentes versões" da cantora, mas é um conceito batido que ela já trás desde o seu álbum "Kisses" (2019).

A produção exagerada em algumas músicas chega até a confundir os sentidos e duvidar se realmente é a Anitta cantando, como na faixa-título "Versions Of Me". Uma mistura de Katy Perry com Ava Max. Quando a produção não é exagerada ao extremo, é linear demais. Infelizmente não temos um equilíbrio. 

A maior injustiça desse álbum é os grandes destaques "Envolver" e "Boys Don't Cry" estarem em um projeto como esse. Duas músicas completamente diferentes, mas que servem ao seu propósito. No geral, o projeto não foge da essência da cantora e como playlist para festa serve muito bem.

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