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Rick Riordan e sua fantástica escrita em "A Pirâmide Vermelha".



8.0

Carter Kane viaja pelo mundo com o pai Dr. Julius Kane, egiptólogo. Enquanto sua irmã mais nova, Sadie, mantém uma vida normal em Londres sendo criada pelos avós. Uma certa noite em uma visita ao British Museum, o pai faz uma promessa de que tudo voltaria a ser como antes, mas seu plano dá errado, provocando o seu desaparecimento em uma explosão estranha. Buscando salvar o pai, os irmãos adentram em uma jornada para descobrir suas origens a medida que descobrem que deuses do Egito Antigo são reais!

Ao decidi reler as Crônicas dos Kane, me passou pela cabeça se eu iria estragar a experiência que tive anos atrás quando li pela primeira vez, afinal era outra época, o livro é escrito para atender a um público mais jovem, mas na verdade aconteceu o contrário. A experiência continuou sendo mágica e pude me levar de volta para aquele lugar de “primeira vez” tentando descobrir o que iria acontecer. A escrita do Rick Riordan é fantástica e cumpre seu propósito.

A Pirâmide Vermelha é um bom livro de abertura para a série dos Kane, os conhecimentos de Riordan sobre história é aplicado de forma sucinta e quase imperceptível através dos diálogos entre as personagens e outros acontecimentos. Quando menos espera, você já descobriu mais sobre a cultura egípcia do que poderia imaginar. Sem contar nos toques de humor que o autor costuma utilizar bastante, mas que não estraga a narrativa. Isso para mim é o grande trunfo de todo o livro, sua capacidade criativa de redirecionar seus conhecimentos para criar personagens interessantíssimos. 

Por atender a um público mais jovem, temos uma trama interessante, mas a resolução dos desafios apresentados durante a jornada parecem simples, embora ainda exija esforços das personagens. O desenvolvimento dos irmãos, Sadie e Carter, acontece de forma progressiva, o que é interessante de acompanhar e perceber o amadurecimento na relação dos dois, que até então não tinham muito contato. Os momentos de ação são bem divididos para cada personagem apresentado, fazendo com que todos tenham uma participação na história de alguma forma. Não deixando ninguém para segundo plano.

Uma experiência muito positiva e que me relembrou da minha infância, já que Riordan foi o responsável por me introduzir no gênero fantasia. 

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