
contém spoilers
6.0
Já elogiei bastante o Rick e sua escrita ao longo da leitura dessa trilogia. Nunca me cansarei de falar sobre sua capacidade criativa de apresentar situações diversas e de seus personagens diferentes que se misturam a mitologia egípcia. Uma história riquíssima de detalhes culturais. Embora, não posso negar que durante a metade dessa leitura tive que me forçar a vestir a capa de criança de 12 anos de idade e tentar encarar o rumo da história com outra perspectiva.
É possível perceber após a finalização dos dois últimos livros que infelizmente nessa trilogia, Rick segue uma fórmula. Uma série de desafios são postos, existe um momento para pensar em um plano, partem para a execução, existem pausas desnecessárias que só atrasam os personagens, implicando em cenas de batalhas rápidas ao final dos livros, e por fim a solução do desafio.
A quantidade de facilitadores presentes e as diversas situações bobas, acabam se tornando repetitivas e ao mesmo tempo previsíveis, já que sabemos que nada tão terrível acontecerá aos personagens no final. Isso incomoda bastante já que dá a sensação de que a história está apenas se repetindo. Inclusive me fez questionar se havia necessidade de três livros. Onde dois seriam o suficiente.
Analisando o conjunto dos livros, é uma história que é muito bem amarrada e tem um desfecho previsível, porém que cumpre sua função, dado o público para a qual foi escrita. Procurar complexidade e desafios rebuscados só irá estragar a experiência da leitura. Deve-se entender que o propósito da história não é esse.