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"Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo" dá aula sobre multiverso enquanto diverte o telespectador.


"Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo", Daniel Scheinert e Daniel Kwan
"Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo" (2022) dirigido por Daniel Scheinert e Daniel Kwan

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A trama é mais uma produção da A24 e envolve a imigrante chinesa Evelyn Wang, interpretada por Michelle Yeoh, que administra uma lavanderia com sua família e que passa por uma fiscalização da receita federal tendo vários problemas apontados pela inspetora Deirdre Beaubeirdre, interpretada por Jamie Lee Curtis. A situação fica mais intrigante quando Evelyn descobre o multiverso, podendo acessar diferentes conhecimentos e habilidades das suas outras versões através dos universos.

Evelyn tem que lidar não só com a crise na lavanderia como com o relacionamento conturbado com sua filha, a falta de afeto e a busca por aprovação do próprio pai e o casamento indo por água abaixo. A atuação da Michelle Yeoh é o grande destaque e carrega o filme. O roteiro consegue trabalhar cada problemática e desenvolver de forma coerente e arranjada, tudo isso enquanto trabalham o conceito do multiverso. 


A ideia de multiverso ao mesmo tempo que confunde (como se espera, afinal se fala de infinitas possibilidades) consegue deixar tudo muito bem explicado. É um verdadeiro exemplo que deveria ser seguido por outras produções atuais.

A obra mistura diversos elementos que marcaram a cultura pop como lutas de "Kung Fu", passando por diferentes gêneros e acredite que mesmo não buscando a lógica, os diretores conseguiram unir tudo isso de forma coesa. É um verdadeiro show de efeitos que convida você a imergir na tela e realmente viver aquilo que está acontecendo. Eu já estava com medo de chegar ao meio do ano e sem ter assistido algo tão grandioso ou que mereça ser favoritado, mas felizmente "Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo" (Everything Everywhere All At Once) chegou.




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